Se o sofrimento bateu à sua porta, não se desespere: são bem-aventurados os que choram, porque serão consolados.
O sofrimento parece a todos um mal, a dor apavora…
Mas, quando aprendemos que a dor é uma libertação que nos devolve a paz de espírito, passamos a julgá-la menos dolorosa.
Para que sua dor doa menos, aprenda a conformar-se com ela, porque ela representa sua libertação.
Se o sofrimento bateu à sua porta, não se desespere. Antes, acolha-o com a consciência de que, como já dizia o Mestre, bem-aventurados os que choram, porque serão consolados. É difícil, eu sei. Para quase todos nós, a dor surge como um mal absoluto, um abismo negro que queremos evitar a qualquer custo.
Porém, será que a dor é realmente um mal em si? Ou será que a nossa resistência a ela a torna ainda mais insuportável? Quando nos dispomos a olhar a dor de frente, sem rodeios, descobrimos uma verdade quase libertadora: sofrer é, muitas vezes, o preço que pagamos para nos tornarmos mais inteiros.
Ao contrário do que a cultura contemporânea insiste em vender – essa ideia sedutora de felicidade instantânea, prazer contínuo e ausência total de desconforto –, o sofrimento é parte inevitável da experiência humana. E mais: é justamente ele que nos empurra para o amadurecimento. Afinal, ninguém cresce na zona de conforto.
Por isso, para que a sua dor doa menos, é preciso aprender a aceitar a vida como ela é. Conformar-se, aqui, não significa resignar-se passivamente ou desistir de lutar, mas compreender que há coisas que não dependem da sua vontade. A dor, paradoxalmente, pode ser a chave que abre a porta da sua libertação.
Assim, quando o sofrimento chegar – porque ele chegará, cedo ou tarde –, permita-se sentir. Não se trata de gostar da dor, mas de não resistir a ela de maneira inútil. Pois quanto mais lutamos contra o inevitável, mais prolongamos o sofrimento.
Portanto, acolha a dor como quem acolhe um mestre severo, mas profundamente sábio. Acredite: por mais que hoje ela pareça insuportável, chegará o dia em que você olhará para trás e perceberá que, sem ela, não teria alcançado a paz de espírito que tanto almejava.